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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Morre um ser.
Rocha a alma,
Tomba o corpo.
Crava-se a pá na terra,
Esvaziamos seu lugar.
Aberto o buraco.
E lá está,
O âmago da escrita,
Nosso vazio.
A musa.
Cega, surda, muda e morta.
Um comentário:
Café preto
24 de dezembro de 2010 às 10:21
Ja vai tarde!
Feliz natal
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